ESPECIAL DE SÃO JOÃO-  Nossas melhores memórias afetivas

2 ANOS SEM SÃO JOÃO, CHEGA EU FICO ANGUSTIADO, SAUDADES DO MILHO, DO BALÃO E DO XAXADO

ENQUANTO NÃO TEM FESTA, LHE DEIXO UM RECADO, ACOMAPNHE ESSAS HISTÓRIAS, SÓ NÃO FIQUE EMOCIONADO.

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CLAUDETE, ALÉM DO PÉ DE MOLEQUE

Pessoalmente carrego memórias muitas, boas e belas dos tempos de festas juninas em tempos nem tão distantes assim. No tempo de adolescente no bairro onde morávamos  aqui em João Pessoa praticamente todas as casas se enfeitavam para as festas juninas, era feito corredores de bandeirolas, balões interligando de uma casa a outra.

 A noite as fogueiras eram acessam e nos terraços ficavam expostas as comidas juninas para ser compartilhadas com a vizinhança . e o bolo pé de moleque sempre foi o bolo principal.

No ar o cheirinho de cravo, canela e gengibre, o vapor do milho cozido e os bolos no tabuleiro! Quentão, pipoca, curau e paçoca, no pátio das casas, a decoração da festa junina feito com bandeirolas e balões.  

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Junho é um mês muito especial para nós brasileiros. E nós nordestinos simplesmente amamos Festa Junina. , é uma data extremamente aguardada

Você conhece o Bolo Pé de Moleque?  Se não conhece, não sabe o que está perdendo.                                                                                       Um bolo típico do   nordeste ele tem origem em Portugal, mas precisamente na Ilha da                         Madeira. Lá é conhecido como ” Bolo preto” feito de melaço, açúcar, manteiga, farinha de trigo, frutas secas, café e especiarias.   

Em Portugal ele é muito consumido na época de  natal ou como bolo de casamento dos noivos camponeses,  ao ser introduzido no Brasil, sofreu influências indígenas: a presença do mel ou melaço foi mantida, a farinha de trigo foi substituída pela mandioca puba.  As especiarias permaneceram e ao invés de frutas secas, as castanhas de caju,   a influência indígena também o embalou para assar na folha da bananeira.

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Na nossa família essa tradição foi passada de geração para geração, iniciou com a  minha bisavó que passou para minha querida avó Filipina Rosalina que passou para minha mãe Maria das Neves que passou para as oito filhas. Minha avó filipina fazia muito bem e assava na folha de bananeira. Hoje como as folhas de bananeira não estão assim tão acessíveis, ele é assado em forma comum pincelada com manteiga e farinha de trigo.  Quando chega essa época junina, minha irmã Tânia, carinhosamente  providencia um para ser o bolo principal no meu aniversário que é dia 23 de junho. Tem sabor de infância, de café da manhã em volta da mesa, e desperta minhas melhores lembranças. 

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UMA BOA POESIA, PARA UM BOM SÃO JOÃO